Chefin está realizando um sonho de infância. Aos 22 anos, o rapper foi inscrito pelo Arouca Barra Clube para disputar a Série B2 do Campeonato Carioca, a quarta divisão do estado. O registro de Natanael Cauã Almeida de Souza, nome de batismo do artista, apareceu no Boletim Informativo Diário da CBF em 24 de setembro.
Em campo, ele joga como ponta esquerda. Fora dele, a agenda de shows continua normalmente.
Sem salário
Quem pensou em jogada de marketing esbarra num detalhe: segundo reportagens do ge, Chefin não recebe salário do clube. A rotina é de atleta de verdade, com despertador às 6h e cerca de uma hora e meia de deslocamento até os treinos, na Penha.
Um sonho antigo
Chefin cresceu em Bangu, na região da Vila Kennedy, e era a avó quem o levava para jogar bola. Aos 12 anos, fez testes no Vasco e no Bangu, mas não passou. A música entrou no caminho, o futebol virou pelada de fim de semana e a vontade ficou guardada.
Foi o rap que mudou a vida dele. “212” passou de 200 milhões de reproduções no Spotify e colocou Chefin entre os nomes mais ouvidos do trap carioca. Agora, com a carreira estabelecida, ele resolveu dar ao futebol a chance que não teve aos 12 anos. A relação entre rap e futebol sempre foi próxima, mas é raro ver um artista desse tamanho trocar o palco pelo gramado de uma divisão de acesso.

