O samba e o rap se encontraram no Doce Maravilha. Na noite de sábado (8), Leci Brandão e Rappin’ Hood dividiram um show inteiro pela primeira vez, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, dentro da quarta edição do festival.
Um dos momentos mais celebrados foi “Sou Negrão”, parceria dos dois que está no álbum “Sujeito Homem”, lançado pelo rapper em 2001. Leci também cantou sucessos do próprio repertório, como “Perdoa” e “Retrato Cantado de um Grande Amor”.
Uma parceria de mais de 25 anos
Os dois já tinham se encontrado em gravações, programas de TV e participações especiais, mas nunca num show completo. A relação começou em 1999, quando ambos eram artistas da gravadora Trama. Para Rappin’ Hood, cantar com a sambista foi um ponto de virada na carreira.
Uma ponte antiga
O encontro diz muito sobre a história da música brasileira. Rap e samba sempre estiveram mais próximos do que parece: nasceram nas periferias, falam de resistência e carregam a memória da cultura negra. Rappin’ Hood é um dos nomes que mais trabalharam essa ponte, e Leci Brandão, uma das maiores vozes do samba, sempre esteve aberta a ela.
No palco do Doce Maravilha, essa conversa de décadas ganhou forma de show, e o público entendeu na hora.

