Rodrigo Ogi passou boa parte da carreira conhecido pela escrita, mas o novo disco o coloca do outro lado. Lançado em 16 de setembro, “Loopcínio Rodrigo, Vol. 1” é o primeiro álbum em que o rapper paulistano aparece inteiramente como beatmaker. São 16 MCs de diferentes gerações e regiões rimando sobre beats produzidos por ele.
Entre os convidados estão Aori, Elo da Corrente, Matéria Prima, Fleezus, Bia Hoffman, Thalin, SoulRa, Jota Ghetto e Janvi.
Beatmaker há mais de 20 anos
A produção não é novidade na vida de Ogi. Ele conta que faz beats desde o começo dos anos 2000 e chegou a produzir faixas do Contrafluxo e do próprio “Crônicas da Cidade Cinza”, de 2011. O que mudou foi a escala. Depois de voltar a produzir com mais intensidade no álbum “Manual para não desaparecer”, feito com niLL em 2025, ele passou meses praticamente dedicado só aos beats.
O nome do alter ego
Loopcínio Rodrigo junta o loop, base da produção com samples, ao nome de batismo de Ogi, numa homenagem a Lupicínio Rodrigues, um dos grandes compositores da música brasileira.
Na entrevista, o rapper explicou por que preferiu não rimar no projeto, falou sobre a exposição de samples na internet e sobre a curadoria dos MCs. Ele também adiantou que já pensa no segundo volume e que o Loopcínio vai aparecer no próximo álbum solo dele.

